5G Acelera no Brasil: Cobertura e Desafios Três Anos Após Lançamento

O Brasil comemora três anos da implementação da tecnologia 5G, marcados por um rápido avanço na cobertura e pela identificação de desafios cruciais para a expansão da rede. Mais de mil municípios já contam com a tecnologia, beneficiando 47,2 milhões de usuários, segundo um balanço recente.

Desde o lançamento, em julho de 2022, com Brasília como a primeira cidade a receber o sinal, o 5G se expandiu para 1.025 cidades, alcançando mais de 70% da população brasileira. São Paulo lidera o ranking estadual com o maior número de antenas 5G, totalizando 10.2 mil estruturas distribuídas em 622 municípios, o que representa 25% do total nacional. Em contraste, o Acre registra o menor número de antenas, com 169 instaladas em cinco cidades.

As operadoras de telefonia superaram as metas estabelecidas pela Nacional de Telecomunicações (Anatel). A previa que até julho de 2025, todas as capitais e o Distrito Federal deveriam ter ao menos uma estação base (ERB) 5G para cada 10 mil habitantes, além de 53 municípios com mais de 500 mil habitantes. As operadoras, no entanto, já atingiram 100% dessas metas e avançaram 60% nos compromissos previstos para 2026.

Em termos de infraestrutura, 73% das antenas planejadas até 2030 já foram instaladas, somando 45.281 de um total de 62.275.

A tecnologia 5G se destaca por suas altas velocidades, baixa latência e capacidade de conectar múltiplos dispositivos simultaneamente, abrindo caminho para avanços em áreas como indústria 4.0, telemedicina, agricultura de precisão e Internet das Coisas (IoT).

Apesar do progresso, um dos principais entraves para a expansão do 5G no país é a falta de legislação local adequada para a instalação e o uso de antenas. Em abril, 450 cidades possuíam leis aprovadas e o 5G em funcionamento, abrigando aproximadamente 41 mil estações, o que corresponde a 85% do total nacional. Em contrapartida, 849 municípios operam sem legislação apropriada, com apenas 6,3 mil estações de 5G, representando 15% do total nacional.

A disparidade também se reflete na população média atendida por estação. Em cidades com leis adequadas, há uma média de 3.189 habitantes por ERB, enquanto nos municípios sem legislação o número sobe para 7.031 habitantes.

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