Endividamento Cresce: MS Registra 526 Novos Inadimplentes por Dia em 2024

Mato Grosso do Sul enfrenta um aumento significativo no endividamento da população. Nos primeiros sete meses de 2024, um total de 72.069 consumidores foram incluídos em listas de inadimplência no estado. Isso equivale a uma média de 526 novos “nomes sujos” a cada dia útil, considerando os 137 dias úteis entre janeiro e julho. O dado reflete uma tendência nacional preocupante, com forte impacto na economia local.

Atualmente, 1,2 milhão de sul-mato-grossenses enfrentam dívidas em atraso, totalizando mais de 5 milhões de débitos em aberto. Cartões de crédito, empréstimos, contas básicas e compras no varejo figuram entre os principais fatores que contribuem para este cenário.

Campo Grande concentra o maior número de inadimplentes, com 466.397 consumidores acumulando 2.325.436 dívidas. O montante total em débito na capital atinge R$ 3,81 bilhões, com um ticket médio de R$ 8.189,95 por pessoa. Dourados aparece em seguida, com 101.565 nomes negativados e um débito total de R$ 736,9 milhões. Três Lagoas e Bonito também apresentam números consideráveis, com dívida média por consumidor de R$ 6,8 mil e R$ 6,3 mil, respectivamente.

O alto nível de endividamento compromete a capacidade de consumo das famílias, impactando negativamente o comércio e elevando o custo do crédito. A inadimplência é um dos principais indicadores utilizados pelas instituições financeiras para avaliar o risco de crédito.

A pressão financeira tem levado mais pessoas a buscarem renegociação de dívidas. Entre janeiro e julho, houve um aumento de 9% no número de acordos fechados em Mato Grosso do Sul, totalizando 7 mil negociações.

A Geração Z, composta por jovens de 18 a 25 anos, se destaca como o público que mais busca renegociação de dívidas. Em Mato Grosso do Sul, 26,5 mil jovens dessa faixa etária negociaram seus débitos, representando um crescimento de 48% em relação ao ano anterior.

O Brasil como um todo enfrenta um cenário desafiador, com 78,16 milhões de pessoas inadimplentes em julho, um recorde histórico. São 307 milhões de dívidas em atraso, totalizando R$ 482 bilhões, com um valor médio de R$ 1.570,17 por débito.

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