PL Delega a Azambuja Decisão Sobre Candidatos ao Senado em MS

O Partido Liberal (PL) definiu que a escolha dos candidatos para as chapas majoritárias e proporcionais em Mato Grosso do Sul ficará a cargo do ex-governador Reinaldo Azambuja, conforme confirmado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. Azambuja assumirá o comando da legenda no estado no dia 21, durante um evento em Campo Grande.

De acordo com Costa Neto, as candidaturas do PL ao Senado nas 27 unidades da Federação já foram discutidas com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e uma nova reunião para tratar do tema está agendada para esta semana. O presidente do PL obteve autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para visitar Bolsonaro.

Em Mato Grosso do Sul, a decisão sobre os candidatos ao Senado será tomada por Azambuja sem interferência da executiva nacional, que concentrará seus esforços em São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso.

Reinaldo Azambuja declarou que a escolha dos candidatos será baseada em pesquisas qualitativas e quantitativas. Para o governo estadual, o PL apoiará a reeleição de Eduardo Riedel (PP).

Para o Senado Federal, Azambuja indicou que o PL possui bons nomes para lançar até dois candidatos, incluindo ele mesmo, o deputado federal Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira. Contudo, a legenda também poderá optar por lançar apenas um candidato, abrindo a segunda vaga para partidos da aliança de direita e centro-direita, citando o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro (PP) e o senador Nelsinho Trad (PSD).

A possível filiação do ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) ao PL, o que poderia resultar no lançamento de dois candidatos ao Senado pelo partido, não foi confirmada por Azambuja. O ex-governador reforçou que a escolha dos candidatos seguirá critérios definidos em pesquisas, visando eleger dois senadores alinhados com as pautas da direita.

Enquanto isso, a condenação de Jair Bolsonaro intensificou a urgência nas definições das candidaturas ao Senado, especialmente em estados como São Paulo, onde a chapa da direita considera o nome do secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite (Republicanos). A escolha do segundo nome ainda é motivo de disputa entre representantes da bancada evangélica, como o deputado federal Pastor Marco Feliciano e o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD).

Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) deverá concorrer ao Senado, disputando a segunda vaga com o senador Esperidião Amin (PP) e a deputada federal Caroline de Toni (PL). Em Minas Gerais, os deputados federais Domingos Sávio (PL) e Eros Biondini (PL) disputam a indicação de Bolsonaro para o Senado. No Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (União Brasil) é cotado para receber o apoio de Bolsonaro, enquanto o deputado federal José Medeiros (PL) e a emedebista Janaina Riva disputam o segundo apoio.

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