Manifestantes foram às ruas de Campo Grande neste domingo (21) para expressar sua oposição à PEC da Blindagem e à proposta de anistia que tramita no Congresso Nacional. A concentração inicial ocorreu na Avenida Afonso Pena, marcando um ato simultâneo a manifestações em diversas capitais do país.
Os participantes do protesto, que também se estendeu a outras 32 cidades e 21 capitais, entoavam palavras de ordem como: “Não tem blindagem, não tem perdão, eu quero ver o Bolsonaro na prisão”. Em seguida, o grupo seguiu em caminhada pela Rua 14 de Julho.
Douglas Soares, militante da Unidade Popular, ressaltou a importância da mobilização popular diante do cenário político atual, referindo-se aos ataques golpistas e às PECs em discussão no Congresso. Ele criticou a PEC da Blindagem, chamando-a de “PEC da ‘Bandidagem'”, por considerar que ela protege parlamentares de investigações e punições.
Durante o ato, também foram distribuídos panfletos sobre um plebiscito popular, abordando temas como a escala de trabalho 6×1 e a tributação de renda.
Luso Queiroz, ex-candidato à prefeitura de Campo Grande, destacou que a luta é contra uma anistia ampla que, segundo ele, não beneficia apenas a manifestante presa Débora do Batom, mas também os financiadores dos protestos, incluindo o crime organizado. Ele criticou a PEC da Blindagem, alegando que ela concede privilégios indevidos a deputados, senadores e presidentes de partidos, conferindo ao parlamento o poder de investigar e julgar.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) criticou o Congresso Nacional, afirmando que a agenda legislativa atende aos interesses do ex-presidente. Ela ressaltou a importância da condenação de Bolsonaro como um símbolo da força das instituições brasileiras.
O protesto, acompanhado pela Polícia Militar, seguiu um percurso com interrupções nos semáforos, onde os manifestantes aproveitavam para exibir cartazes e entoar palavras de ordem.
A PEC da Blindagem, já aprovada na Câmara e agora no Senado, visa ampliar a proteção a deputados, senadores e presidentes de partidos, dificultando a investigação e o julgamento criminal de parlamentares pelo Supremo Tribunal Federal. O texto propõe que o STF necessite de autorização do Congresso para investigar um parlamentar.
A proposta de anistia em discussão no Congresso Nacional busca perdoar crimes cometidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, podendo restaurar os direitos políticos daqueles que perderam o mandato. Em sua versão mais ampla, a anistia poderia beneficiar o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e outros envolvidos na trama golpista.






