Críticas a Azambuja isolam Pollon e Catan no PL de MS, dizem fontes

A chegada do ex-governador Reinaldo Azambuja à presidência do PL em Mato Grosso do Sul tem gerado forte reação interna. O deputado federal Marcos Pollon e o deputado estadual João Henrique Catan têm se posicionado publicamente contra a liderança do ex-tucano, utilizando redes sociais e eventos para expressar seu descontentamento.

As críticas, que sugerem uma suposta “venda” do partido a Azambuja, não mencionam o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro na negociação que culminou com a filiação do ex-governador, após quase três décadas no PSDB. A aparente estratégia é evitar o confronto direto com a base bolsonarista do estado, direcionando as críticas ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Após a formalização da filiação de Azambuja, os ataques se intensificaram, o que teria causado forte descontentamento na cúpula do partido. Fontes internas indicam que Pollon e Catan agora são considerados “cartas fora do baralho” para as eleições de 2026.

Durante o ato de filiação, Valdemar Costa Neto afirmou que Azambuja é quem “dá as cartas” no PL sul-mato-grossense, com autonomia para definir candidaturas e vetar críticas à sua chegada. “Quem é o dono dos votos aqui é o Azambuja”, declarou Costa Neto, aconselhando os descontentes a aceitar a situação ou buscarem outro partido.

Sobre Pollon, Costa Neto expressou o desejo de que o deputado resolvesse suas divergências com Azambuja. O presidente do PL também comentou sobre as ambições de Pollon de concorrer ao governo do estado, aconselhando-o a esperar um momento mais oportuno, dada a alta avaliação do atual governador, Eduardo Riedel.

Diante da postura crítica dos dois parlamentares, cogita-se que a solução seria a saída de Pollon e Catan do PL na janela partidária de março do próximo ano, ou a aceitação da liderança de Azambuja, com o fim dos ataques públicos. Azambuja chegou a conversar com ambos, buscando uma união para as eleições de 2026, mas sem sucesso até o momento.

A tensão interna ocorre em um momento crucial para o PL, que já iniciou as articulações para a formação das chapas para deputado estadual e federal. A postura de Pollon e Catan pode resultar na exclusão de ambos das chapas ou prejudicar a inclusão de outros filiados alinhados com a nova direção do partido.

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