O Spaten Fight Night 2, que prometia um espetáculo entre Acelino “Popó” Freitas e Wanderlei Silva, culminou em um confronto generalizado no ringue, estendendo-se para além dos lutadores e envolvendo equipes e familiares. O evento, realizado em São Paulo no último sábado (28), agora enfrenta a possibilidade de desdobramentos judiciais.
A disputa acirrou-se no quarto round, quando Wanderlei Silva aplicou três cabeçadas em Popó, manobra ilegal no boxe. A terceira infração resultou na desclassificação imediata de Wanderlei, garantindo a vitória a Popó. A comemoração da equipe de Popó no ringue, vista como provocativa, desencadeou o caos.
Rafael Freitas, filho de Popó, invadiu o ringue e agrediu Wanderlei por trás, derrubando-o. O ex-campeão do Pride ficou desacordado por alguns minutos, necessitando de atendimento médico no hospital devido a cortes no rosto e uma fratura no nariz. Ele já recebeu alta.
Além dos protagonistas, outras figuras conhecidas se envolveram no tumulto. Thor Silva, filho de Wanderlei, tentou conter Rafael Freitas no início da confusão. André Dida, treinador de Wanderlei, trocou socos com Popó. Fabrício Werdum, ex-campeão do UFC e amigo de Wanderlei, também esteve presente no ringue.
Após a luta, Popó acusou Werdum de iniciar a confusão, alegação prontamente refutada pelo lutador de MMA, que alegou ter reagido às provocações e à superioridade numérica da equipe adversária.
A polêmica ganhou novos contornos com a divulgação de um áudio atribuído a Popó, supostamente gravado na véspera da luta, onde o boxeador insinuaria que qualquer provocação a Wanderlei se estenderia a toda a sua equipe.
O treinador André Dida anunciou que Wanderlei Silva pretende processar Rafael Freitas pela agressão que o deixou inconsciente.
A cervejaria Spaten, patrocinadora do evento, expressou seu repúdio à confusão, reiterando a importância do espírito esportivo e do respeito às regras.




