A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul efetuou, nesta sexta-feira (3), a prisão do principal suspeito no caso de Ana Taniely Gonzaga de Lima, de 25 anos. A jovem foi assassinada no dia 13 de setembro, em Bela Vista, município a 324 quilômetros de Campo Grande. Com este caso, o estado registra o 28º feminicídio em 2025.
As investigações da Delegacia de Polícia de Bela Vista revelaram que Ana Taniely e o suspeito mantiveram um relacionamento de aproximadamente seis meses. A vítima teria decidido terminar o namoro no final de agosto, recusando-se a retornar para a residência que dividia com o homem.
Inconformado com o término, o suspeito insistiu na reconciliação, inclusive enviando mensagens à mãe de Ana Taniely na véspera do crime, pedindo que ela a convencesse a reatar o relacionamento.
Na manhã do dia 13, o suspeito abordou Ana Taniely em um local onde ela estava acompanhada. Segundo a polícia, ele agrediu o acompanhante da vítima e, em seguida, atacou Ana Taniely com golpes de faca e um pedaço de madeira, provocando ferimentos que causaram sua morte. Após o crime, o suspeito fugiu em uma motocicleta.
No momento do cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais encontraram o investigado na posse da motocicleta utilizada na fuga, reconhecida por testemunhas.
No local da prisão, também foram apreendidas munições e uma faca, que o suspeito alegou utilizar em trabalhos rurais. A polícia investiga se a faca apreendida foi a mesma utilizada no homicídio.
O caso de Ana Taniely engrossa a estatística de feminicídios em Mato Grosso do Sul, que já contabiliza 28 mortes de mulheres por razões de gênero neste ano. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) acompanha de perto os casos e reforça a importância da denúncia em casos de violência doméstica.
Entre os casos registrados neste ano, estão o de Karina Corin, de 29 anos, baleada na cabeça em fevereiro, o de Vanessa Ricarte, de 42 anos, esfaqueada, e o de Juliana Domingues, de 28 anos, morta a golpes de foice. Outros casos como os de Mirieli dos Santos, Emiliana Mendes, Giseli Cristina Oliskowiski, Ivone Barbosa da Costa Nantes, Thácia Paula Ramos de Souza, Simone da Silva, Olizandra Vera Cano, Graciane de Sousa Silva, Vanessa Eugênia Medeiros e a filha Sophie Eugênia Borges, Eliane Guanes, Doralice da Silva, Rose Antônia de Paula, Michely Rios Midon Orue, Juliete Vieira, Cinira de Brito, Salvadora Pereira, Dahiana Ferreira Bobadilla, Letícia Araújo, Érica Regina Mota, Dayane Garcia, Iracema Rosa da Silva e Gisele da Silva Saochine também compõem a triste estatística.
Em caso de violência doméstica, denúncias podem ser feitas pelos telefones 180 e 190 ou diretamente nas delegacias da Polícia Civil.





