China e Estados Unidos anunciaram, neste sábado, um acordo para dar início a uma nova rodada de negociações comerciais na próxima semana. O objetivo é evitar uma escalada na disputa tarifária que envolve as duas maiores economias do mundo.
O anúncio surge após tensões recentes, incluindo restrições chinesas às exportações de terras raras, metais cruciais para setores de tecnologia e defesa. Essas restrições motivaram o governo americano a ameaçar tarifas elevadas como forma de represália. Havia, inclusive, incertezas sobre a realização de um encontro entre os presidentes dos dois países, agendado para ocorrer na Coreia do Sul, à margem da cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) no final deste mês.
Em um esforço para resolver o impasse, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, realizaram uma videoconferência. Segundo informações, a conversa foi “franca, profunda e construtiva”. Ambos concordaram em organizar uma nova rodada de negociações comerciais “o mais rápido possível”.
Durante a semana, Bessent havia expressado preocupação com as restrições chinesas sobre as terras raras, acusando a China de prejudicar o cenário econômico global. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, também participou da videoconferência.
Paralelamente, os países do G7 concordaram em coordenar uma resposta de curto prazo e diversificar seus fornecedores, visando diminuir a dependência da China no fornecimento de terras raras. A maioria dos suprimentos desses materiais provém da China, o que significa que a diversificação pode levar tempo. Os países também trocarão informações sobre seus contatos com autoridades chinesas, enquanto buscam soluções de curto prazo.
O ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, manifestou a esperança de que o encontro entre os presidentes dos EUA e China contribua para a resolução do conflito comercial. A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, também expressou otimismo em relação a um possível acordo entre os países, visando atenuar as tensões.






