Mato Grosso do Sul inicia, a partir de 1º de agosto, um projeto piloto de trabalho híbrido em um de seus órgãos, visando a flexibilização do regime de trabalho para alguns servidores. A iniciativa, com duração inicial de seis meses, será implementada na Controladoria-Geral do Estado (CGE).
O modelo híbrido prevê que os servidores alternem entre trabalho presencial e remoto, com a frequência variando de acordo com a função exercida. Servidores que não ocupam cargos de chefia deverão comparecer presencialmente ao menos dois dias por semana, enquanto aqueles responsáveis por unidades organizacionais deverão cumprir pelo menos três dias presenciais.
Inicialmente, o projeto piloto na Controladoria será implantado nas seguintes unidades: Assessoria de Governança e Comunicação (AGC), Centro de Estudos e Orientações Técnicas (Ceot), Ouvidoria-Geral do Estado (OGE) e Unidade de Proteção de Dados Pessoais (UPDP). Isso abrange servidores ligados às atividades de ouvidoria, comunicação, gerenciamento de projetos, transparência e prevenção da corrupção, entre outras.
A produtividade dos servidores participantes do projeto será acompanhada pelas chefias imediatas através do sistema Karibu, que registrará a execução das atividades no regime de trabalho híbrido. A avaliação da produtividade será realizada trimestralmente e será determinante para a permanência do servidor no modelo.
O desempenho será considerado satisfatório se a produtividade atingir, no mínimo, 100% da meta prevista. Caso o desempenho não seja satisfatório, o servidor poderá ser desligado do regime de trabalho híbrido. No entanto, a resolução que institui o regime na CGE prevê que, se o servidor desligado apresentar produtividade satisfatória no trabalho presencial no próximo ciclo de avaliação, poderá ser readmitido no modelo híbrido, a critério da chefia imediata e com a concordância do Controlador-Geral do Estado.
O sistema Karibu permitirá o registro e acompanhamento das atividades executadas, bem como o planejamento e controle das demandas, sendo a ferramenta oficial para acompanhamento da produtividade dos servidores.
A flexibilização e a consequente implantação nas demais unidades da Controladoria ocorrerão de forma gradual, sob decisão do Controlador-Geral do Estado.






