Em 1958, a paixão pelo futebol e a magia do se uniram para levar aos lares brasileiros a emoção da primeira conquista mundial da seleção. As emissoras Panamericana e Continental, em uma parceria estratégica, formaram a Rede Brasileira de Desportos para cobrir a Copa do Mundo na Suécia.
A iniciativa visava otimizar recursos e garantir uma transmissão de qualidade para os torcedores ávidos por notícias de Pelé, Garrincha, Didi, Vavá, Zito e outros craques que brilhavam nos gramados suecos.
Pela Panamericana, Geraldo José de Almeida narrou os lances com emoção. A contava também com o repórter Otávio Muniz e os comentários de Leônidas da Silva, artilheiro da Copa de 1938. Waldir Amaral, por sua vez, emprestava sua voz à Continental, antes de seguir para a na Copa seguinte.
Nos jogos do Brasil, a dupla Waldir Amaral e Geraldo José de Almeida se revezava na narração, cada um comandando um tempo da partida. A transmissão da Panamericana e da Continental era retransmitida por diversas emissoras, alcançando um público ainda maior no Nordeste, Sudeste e Sul do país.
A divisão da narração nas partidas da seleção brasileira foi a seguinte: no jogo contra a Áustria (3×0), Geraldo José de Almeida narrou o primeiro tempo e Waldir Amaral o segundo. Contra a URSS (2×0), a divisão se repetiu. Já nas semifinais contra a França (5×2), a mesma dinâmica foi adotada. Na final contra a Suécia (5×2), Waldir Amaral narrou o primeiro tempo e Geraldo José de Almeida o segundo. A partida contra a Inglaterra (0x0) foi narrada integralmente por Waldir Amaral. E o jogo das quartas de final contra o País de Gales (1×0) teve a narração de Geraldo José de Almeida.





