Mesmo após 34 anos de sua morte, o lendário vocalista do Queen, Freddie Mercury, segue surpreendendo amigos e familiares durante as festas de fim de ano. Isso porque uma tradição deixada por ele em seu testamento ainda é cumprida anualmente: o envio de presentes de Natal para uma lista selecionada de pessoas próximas.
Segundo relatos, Mercury, que morreu em 1991 vítima de complicações relacionadas à broncopneumonia, pouco depois de revelar que vivia com HIV, incluiu em seus últimos desejos a garantia de que amigos íntimos continuariam a receber lembranças natalinas após seu falecimento.

A tradição é mantida por meio de um acordo vitalício com a loja de luxo Fortnum & Mason, em Londres, especializada em cestas e presentes finos. Todos os anos, a partir de dezembro, a loja prepara e envia uma cesta de Natal repleta de iguarias, bebidas e itens especiais para cada nome constante na lista, cujo faturamento é arcado pelo patrimônio deixado por Mercury.
Entre os recipientes desses presentes estão amigos de longa data do músico, como Elton John e o antigo assistente pessoal Peter Freestone. Em sua autobiografia, Elton John relembra com emoção um presente que recebeu de Mercury pouco antes de sua morte — uma aquarela acompanhada de um recado carinhoso — o que ilustra a generosidade pessoal do artista.
O gesto reflete não apenas a amizade, mas também o cuidado que Mercury tinha com seus entes queridos: durante sua vida, ele era conhecido por organizar ceias de Natal e presentear amplamente as pessoas ao seu redor, garantindo que ninguém ficasse sozinho na data.
Até hoje, essa tradição inspirada por um dos maiores nomes do rock mundial continua a ser um lembrete do impacto afetivo que Mercury deixou — um legado que ultrapassa a música e alcança o espírito de Natal de quem esteve ao seu lado.






