Moraes decreta prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF

O ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques teve a prisão preventiva decretada na tarde desta sexta-feira (26), pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Silvinei Vasques, ex-diretor geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal). (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Silvinei Vasques, ex-diretor geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal). (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
  1. Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques é preso no Paraguai

A medida foi determinada após Silvinei romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar e fugir para o Paraguai, onde foi detido pelas autoridades locais quando tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador.

Na decisão, Moraes indicou que foi informado pela Polícia Federal de que a tornozeleira parou de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25). Em sequência, agentes federais foram à casa do ex-diretor, localizada em São José, em Santa Catarina, e constataram que ele não estava na residência.

Na manhã desta sexta (26), a Polícia Federal confirmou que Silvinei foi preso no Paraguai e deve ser mandado de volta para o Brasil. No entendimento do ministro, a prisão de Silvinei deve ser decretada em função da fuga.

“A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva”, decidiu o ministro. 

Tentativa de golpe

Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão na ação penal do Núcleo 2 da trama golpista, o ex-diretor integrava o grupo que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Conforme a PGR (Procuradoria-Geral da República) e PF, Vasques determinou a realização de blitzes em localidades onde a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva tinha mais intenções de voto, com o objetivo de dificultar o acesso dos eleitores à urna.

O ex-diretor da PRF foi preso preventivamente em agosto de 2023 e passou um ano detido até o ministro Alexandre de Moraes lhe conceder liberdade, provisória mediante o cumprimento de uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o cancelamento de seu passaporte.

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