Turistas de MT tentam antecipar volta para casa após serem agredidos em Porto de Galinhas

Os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, de Tangará da Serra, estão tentando antecipar o voo de volta para Mato Grosso, após terem sido agredidos por comerciantes na praia de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE), no último sábado (27). O caso ocorreu após o casal se recusar a pagar um aumento não informado no valor cobrado pelo uso das cadeiras de praia (assista abaixo).

Nesse domingo (28), eles passaram por exame de corpo de delito e, nas redes sociais, informaram que estão tentando voltar para casa o mais rápido possível.

“Estamos tentando antecipar nossa volta para casa, estamos tentando todas as formas da gente ir embora o mais rápido possível. A nossa estadia aqui seria até o dia 6 de janeiro, mas diante de tudo isso, não dá mais para continuar aqui”, declararam.

Em outro vídeo, Cleiton mostrou Johnny dormindo e afirmou que ele só conseguiu descansar à base de remédios para dor. A sensação é de medo e desespero.

“Com muita dificuldade, o Johnny conseguiu dormir, ele entra em pânico, em desespero total. A gente já arrumou as malas para ir embora. O pessoal da agência de Tangará da Serra mandou um carro buscar a gente. Ele consegiu dormir à base de remédios, com muita dor nas costas, no olho… eu não consigo dormir, estou com medo de dormir”, relatou.

Entenda o caso

Segundo os empresários, eles chegaram à praia pela manhã e foram abordados por um barraqueiro que ofereceu o uso de cadeiras mediante pagamento de R$ 50, valor que seria isento caso houvesse consumo de petiscos. Durante a permanência no local, os turistas afirmaram ter consumido bebidas, mas, ao pedir a conta no fim da tarde, foram surpreendidos com a cobrança de R$ 80 pelas cadeiras, sem aviso prévio.

Ao questionar a mudança no valor e se recusar a pagar o preço maior, um dos turistas relata ter sido atacado com uma cadeira, atingido no rosto e derrubado na areia. Em seguida, outros comerciantes teriam se juntado às agressões. O companheiro conseguiu se afastar para pedir ajuda, enquanto o outro continuou sendo agredido, inclusive com chutes, segundo o relato.

Guarda-vidas civis intervieram e ajudaram a retirar o casal da área das barracas. Mesmo após a retirada, as agressões teriam continuado por alguns instantes. Os turistas foram levados à Delegacia de Porto de Galinhas, mas, devido aos ferimentos, precisaram buscar atendimento médico antes de registrar o boletim de ocorrência.

A polícia local informou que está investigando o caso com prioridade para identificar todos os suspeitos.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Ipojuca repudiou e lamentou o episódio ocorrido em Porto de Galinhas.

“Trata-se de um fato grave e incompatível com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade que norteiam o destino. Os órgãos competentes já apuraram o ocorrido para identificar os envolvidos e adotar as medidas legais cabíveis”.

A prefeitura ressaltou a ação rápida das equipes de salva-vidas e da Guarda Municipal que prestaram apoio ao casal e disse que a gestão realiza trabalho contínuo de ordenamento da orla. Segundo a nota, nos últimos meses, foram intensificadas ações integradas de fiscalização e organização turística, incluindo o recadastramento de ambulantes, remoção com barricagem e a entrega de crachás de identificação com QR Code.

“A Prefeitura reafirma seu compromisso com um turismo responsável, seguro e organizado, e seguirá atuando de forma integrada para preservar Porto de Galinhas como um destino acolhedor para moradores, trabalhadores e visitantes”, finaliza a nota.

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