Os motoristas começaram o ano pagando mais caro pelos combustíveis em Mato Grosso. Desde quinta-feira, dia 1º de janeiro, passaram a valer os novos valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que incidem sobre a gasolina, o diesel e o biodiesel, o que provocou reajuste imediato nos preços praticados nos postos.
A gasolina sofreu aumento de 6,8% no valor do imposto, enquanto o diesel e o biodiesel tiveram alta de 4,4%. O impacto já pode ser percebido nas bombas, especialmente na região metropolitana de Cuiabá, onde os preços variam conforme o estabelecimento e a bandeira do posto.

Levantamento realizado pela reportagem em diferentes postos da grande Cuiabá mostra que o litro da gasolina está sendo vendido entre pouco mais de R$ 6,20 e R$ 6,40. Já o diesel comum aparece na faixa de R$ 6,27 a R$ 6,37, com pequenas variações entre os bairros e os horários de reposição.
O reajuste do ICMS é definido a partir de um modelo nacional que utiliza os preços médios mensais informados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Para este cálculo, foram considerados os valores praticados entre fevereiro e agosto de 2025, comparados ao mesmo intervalo de 2024. Com base nessa variação, os estados atualizam os valores fixos do imposto cobrados sobre cada litro de combustível.
A decisão de reajustar o tributo foi tomada no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicada no Diário Oficial da União, passando a valer simultaneamente em todo o país. Este é o segundo aumento consecutivo do ICMS sobre combustíveis. O primeiro havia sido aplicado no início de 2025.
Representantes do setor reforçam que o aumento não decorre de decisão dos postos ou das distribuidoras. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Claudyson Martins Alves, conhecido como Kaká, o reajuste é exclusivamente resultado da mudança na carga tributária definida pelos secretários estaduais de Fazenda.
Como os combustíveis têm peso relevante na formação de preços da economia, a elevação do imposto tende a ter efeito indireto sobre outros produtos e serviços, especialmente no transporte de cargas e no custo do frete, o que pode pressionar a inflação ao longo dos próximos meses.
Além da gasolina e do diesel, o novo modelo também atualiza a tributação sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado no gás de cozinha, o que pode gerar reflexos adicionais no orçamento das famílias.






