Um casal de produtores de Ponta Porã adotou a hidroponia e transformou a produção em uma pequena propriedade rural. A mudança garantiu mais organização no campo, redução de perdas e melhoria na renda e na qualidade de vida da família.
Após muitos anos trabalhando em lavouras, João Martinelli decidiu mudar de vida em 2015. Aos 56 anos, passou a produzir na pequena propriedade herdada do pai, localizada em Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai. Com sua esposa, Ramona, João encontrou a área abandonada e iniciou a recuperação do espaço com trabalho manual e recursos próprios.

A mudança ganhou força com a adoção da hidroponia (cultivo sem solo) e com o acompanhamento da ATeG Prepara (Assistência Técnica e Gerencial), programa do Senar/MS voltado à agricultura familiar. A combinação trouxe mais organização, aumento da produção e melhoria na renda do casal.
Desde jovem, João trabalhou em fazendas da região, atuando em atividades como preparo do solo, plantio e colheita. Ao assumir a área da família, começou limpando o terreno e implantou os primeiros canteiros no sistema tradicional, com cultivo direto no solo.
Implementação da hidroponia
A mudança aconteceu após uma visita ao Paraná, onde João conheceu, pela primeira vez, o sistema de produção hidropônica em uma propriedade rural. De volta a Ponta Porã, o produtor buscou informações e iniciou a implantação do novo sistema, ainda de forma experimental, enfrentando erros e ajustes ao longo do processo.
Nesse momento, a propriedade passou a receber acompanhamento técnico da ATeG Prepara. As orientações envolveram manejo da produção, controle de pragas e organização da atividade.

Segundo o produtor, problemas recorrentes, como o ataque da larva-minadora (praga da alface), deixaram de causar prejuízos após a adoção das orientações técnicas.
Atualmente, o casal cultiva agrião, rúcula e alface em sistema hidropônico, com redução do esforço físico, melhor qualidade das plantas e menor perda na produção.
Para João e Ramona, o principal resultado é a possibilidade de viver da própria produção, com mais estabilidade e qualidade de vida, na terra deixada pela família.
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