Imagina chegar para trabalhar e dar de cara com uma jiboia enrolada na catraca de reconhecimento facial do prédio? Foi exatamente essa cena que funcionários do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) viveram nessa terça-feira (27), em Campo Grande.
A situação inusitada foi registrada por policiais militares ambientais durante o regate da serpente. A jiboia adulta estava enrolada justamente na tela de reconhecimento fácil, na entrada do Tribunal de Contas. O prédio fica na avenida Desembargador José Nunes da Cunha, no coração do Parque dos Poderes, área de preservação famosa pela presença constante de animais silvestres.
Segundo a PMA, o animal passou por avaliação técnica preliminar, que constatou bom estado de saúde; ela não apresentava lesões ou sinais de debilidade. Por conta disso, a jiboia foi devolvida ao seu habitat natural, distante da área urbana.
“Ao encontrar um animal silvestre, não tente capturá-lo. Acione a Polícia Militar Ambiental”.
Espécie

A jiboia é a segunda maior serpente brasileira. No país, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (BCC) e a Boa constrictor amarali (BCA). Considerada uma serpente pacífica e lenta, ela pode chegar ao tamanho aproximado de 4 metros.
Presente em diferentes biomas, inclusive no Pantanal, a espécie contribui diretamente para a manutenção da cadeia ecológica e para a saúde dos ecossistemas. A jiboia é fundamental para o equilíbrio ambiental, atuando no controle natural de populações de roedores e outros pequenos animais.



