Protestos pelo país cobram justiça pela morte do cão Orelha

Manifestações realizadas neste domingo (1º) em capitais e cidades de diferentes regiões do Brasil cobraram justiça pelas agressões que levaram à morte do cão Orelha, em Santa Catarina. Os atos reuniram protetores de animais, ONGs, ativistas e moradores que pedem celeridade nas investigações e punição aos responsáveis.

Em Florianópolis, onde ocorreu o caso, manifestantes ocuparam a Beira-Mar Norte, uma das principais vias do Centro da cidade. O protesto contou com trio elétrico, faixas, cartazes e gritos de ordem, além da participação de tutores acompanhados de seus animais de estimação. A mobilização terminou por volta do meio-dia.

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Cão Orelha, morto após ser espancado no litoral de Santa Catarina. – Foto: reprodução

Outras cidades catarinenses também registraram atos, como Balneário Camboriú, Blumenau, Criciúma e São José. Em comum, os protestos pediram rigor nas investigações e reforçaram a luta contra os maus-tratos a animais.

Em São Paulo, a principal manifestação ocorreu na Avenida Paulista, em frente ao MASP, com grande concentração de pessoas. O ato reuniu coletivos de defesa animal, artistas e influenciadores digitais, que utilizaram megafones para denunciar a violência sofrida por Orelha e cobrar responsabilização dos envolvidos. Também houve performances artísticas e distribuição de material informativo sobre direitos dos animais.

Capitais como Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre e Manaus também registraram mobilizações. Em Belo Horizonte, manifestantes caminharam pela Avenida Afonso Pena até a Praça Sete, pedindo justiça e penas mais severas para crimes de maus-tratos. Em Vitória, cerca de 300 pessoas se concentraram na orla da Praia de Camburi, vestidas de preto e com cartazes em defesa da causa animal.

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Protesto contra a morte de Orelha. – Foto: Letycia Bond/ Agência Brasil

No Sul, atos ocorreram no Parque da Redenção, em Porto Alegre, e no Parque dos Macaquinhos, em Caxias do Sul. No Norte, Manaus e Belém reuniram protetores e ativistas em protestos simbólicos. Já no interior de São Paulo, cidades como Campinas, São José do Rio Preto e Araçatuba também registraram manifestações em praças e parques.

Os protestos tiveram como palavra de ordem “Justiça por Orelha” e buscaram pressionar as autoridades a tratar o caso com transparência e rigor, além de chamar atenção para a recorrência de crimes de maus-tratos contra animais no país.

Relembre o caso

A morte do cão Orelha causou comoção nacional. Animal comunitário de cerca de 10 anos, ele vivia na Praia Brava, em Santa Catarina, e foi atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro. Gravemente ferido, foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, onde acabou sendo submetido à eutanásia no dia seguinte, devido à gravidade das lesões.

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina após grande repercussão nas redes sociais. Familiares dos adolescentes são suspeitos de tentar coagir testemunhas, o que levou à abertura de novas apurações. Uma operação foi realizada no dia 26 de janeiro, com cumprimento de mandados de busca e apreensão e recolhimento de celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Até o momento, ninguém foi preso. A polícia já ouviu mais de 20 pessoas e analisou dezenas de horas de imagens de câmeras de monitoramento. Se confirmada a autoria por parte dos adolescentes, poderão ser aplicadas medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

  1. Adolescentes suspeitos pela morte do cão Orelha retornam ao Brasil

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