CPMI do INSS Peleja por Depoimento de Dono do Banco Master

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli a convocação compulsória de Daniel Bueno Vorcaro para prestar depoimento à Comissão. Segundo o senador, o depoimento do dono do Banco Master é importante para a comissão, pois pode esclarecer a contratação dos empréstimos, os valores envolvidos e os procedimentos adotados.

A CPMI do INSS foi instalada em 20 de agosto e realizou 29 reuniões até 4 de dezembro. O trabalho da comissão será concentrado em análises de fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. Em 2025, a CPMI ouviu 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, que foi qualificado como autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil.

O caso do Banco Master envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o Banco Central (BC) e a Polícia Federal (PF). O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso e liberado com uso de tornozeleira eletrônica.

O senador Carlos Viana defendeu que o Poder Judiciário não legisla, não preside CPI e não substitui o Congresso Nacional. “Cabe ao Supremo garantir direitos individuais. Cabe ao Parlamento investigar. Quando cada Poder atua dentro de seus limites, não há conflito”, avaliou. A CPMI do INSS seguirá com os trabalhos até a conclusão das investigações. “A CPMI do INSS vai cumprir sua missão até o fim, doa a quem doer, porque proteger aposentados, viúvas e órfãos não é uma opção política, é um dever constitucional”, concluiu o senador.

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