Incêndio em Chácara: Família Contestou Suspeita de Avó de Provocar Fogo

A família da idosa que morreu após um incêndio em uma chácara em Jaraguari, a 50 km de Campo Grande, está contestando a suspeita inicial de que ela teria ateado fogo que destruiu o imóvel após descobrir que o marido estava abusando da neta. Segundo a investigação, novas provas colhidas ao longo do processo apontam outra possível autoria, mas os detalhes permanecem sob sigilo judicial devido à participação de uma menor de idade.

O caso teve início no dia 30 de dezembro, quando uma menina de 12 anos acionou a Polícia Militar pelo telefone 190 para denunciar que estava sendo molestada pelo próprio avô, que detinha a guarda tutelar da criança junto com a avó paterna. Segundo o boletim de ocorrência, a menina relatou que os abusos teriam começado no início de 2025 e se intensificado após passar a morar com os avós, há pouco mais de um mês. Ela afirmou que o avô tocava seus seios e pernas, principalmente quando a avó não estava em casa.

No dia da denúncia, aproveitando a saída dos avós do imóvel, a criança ligou para a polícia pedindo ajuda. O homem negou as acusações, afirmando que apenas abraçava a neta como demonstração de carinho e que jamais teria cometido qualquer ato de natureza sexual. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou a vítima durante os procedimentos. O homem foi detido e encaminhado à delegacia, sem apresentar lesões corporais aparentes.

Na manhã do dia 31 de dezembro, um dia após a denúncia, a chácara onde a família vivia foi atingida por um incêndio de grandes proporções, sendo completamente destruída. A avó da criança ficou gravemente ferida e foi socorrida com vida. Informações preliminares chegaram a apontar a possibilidade de que o incêndio teria sido provocado pela própria avó, em um contexto de revolta diante da denúncia contra o companheiro. No entanto, segundo a defesa da família, essa suspeita foi levantada antes da conclusão das perícias e não se sustenta diante dos dados técnicos mais recentes.

A idosa sofreu queimaduras em cerca de 50% do corpo, principalmente na parte inferior. Ela chegou a permanecer consciente por um curto período no hospital, mas não conseguiu se comunicar verbalmente. Pouco depois, precisou ser novamente entubada, entrou em coma e morreu dias depois, em decorrência das complicações causadas pelas queimaduras.

De acordo com relatos repassados à família por profissionais de saúde, as características das lesões e a posição do corpo indicariam que a vítima estava dormindo quando o fogo começou, o que reforça a tese de que ela não teria provocado o incêndio de forma voluntária.

Paralelamente, o procedimento que apura a acusação de abuso sexual segue em andamento. O avô obteve liberdade provisória, concedida após análise do Judiciário e do Ministério Público. O caso segue sob acompanhamento da Polícia Civil e do Judiciário.

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