O Senado alterou o projeto Antifacção, retirando a emenda que revogava o direito de voto de presos provisórios, aprovada por ampla maioria dos deputados federais. Essa decisão foi tomada para evitar que a população carcerária, que vota majoritariamente em Lula (PT), perdesse seu direito de voto. O projeto Antifacção, que pretende extinguir campanha eleitoral em presídios, foi alterado no Senado e agora retornou à Câmara, que pretende reintroduzir o fim do direito de voto dos presos.
De acordo com os deputados que lutaram pela aprovação do texto original, o projeto Antifacção extinguirá a campanha eleitoral em presídios e acabará com a influência política de presos provisórios. No entanto, a emenda que revogava o direito de voto de presos foi retirada, deixando o direito de voto dos presos intacto.
A proposta da Câmara, que pretendia extinguir o direito de voto dos presos, foi do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que havia comemorado a aprovação da emenda originalmente. No entanto, a emenda foi retirada e o projeto Antifacção foi alterado no Senado, deixando o direito de voto dos presos em vigor.
A decisão do Senado foi criticada por alguns, que consideram que os presos provisórios não devem ter direito de voto. No entanto, outros argumentam que o direito de voto é fundamental e que os presos provisórios devem ter a oportunidade de exercer esse direito. A questão é complexa e continua a ser debatida no Congresso Nacional.





