O Brasil Repete a Segunda Pior Nota na Corrupção Global

O Brasil continuou a figurar entre os países mais corruptos do mundo, segundo o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da ONG Transparência Internacional. O país repetiu a segunda pior nota da série histórica, com 35 pontos em uma escala de 0 a 100, sendo a 107ª posição entre 182 nações avaliadas. Isso significa que o Brasil está muito distante dos países com melhor desempenho, como a Dinamarca, Finlândia e Singapura, que lideraram o ranking.

O levantamento divulgado nesta terça-feira é o principal indicador mundial de percepção da corrupção no setor público. Segundo a Transparência Internacional, os resultados mantêm o Brasil distante de níveis observados em países com melhor desempenho. Além disso, a organização destacou agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro e citou casos de macrocorrupção, como os esquemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master.

O documento também destaca o aumento do volume de emendas parlamentares, que atingiram valores recordes e ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento de 2026. Segundo a ONG, o fenômeno representa um movimento de “captura orçamentária” que se estende a Estados e municípios. Além disso, o relatório menciona suspeitas envolvendo contratos de alto valor firmados pelo Banco Master com escritórios de advocacia ligados a autoridades do Supremo Tribunal Federal e defende apurações independentes sobre o tema.

A Transparência Internacional recomenda a criação de um código de conduta no Judiciário e o fortalecimento de mecanismos de integridade em todos os Poderes. Apesar do cenário negativo, a organização aponta avanços como a atuação da Receita Federal e do Ministério Público em operações baseadas em inteligência financeira, como a “Carbono Oculto”, voltada ao combate à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal. Também cita como positivo o controle ampliado de emendas e a rejeição da “PEC da Blindagem” no Senado.

O Brasil figura entre países como Sri Lanka e Argentina, com desempenho semelhante no ranking. Desde 2015, o país permanece abaixo da média mundial e regional. A situação é preocupante e requer ações concretas para combatê-la e melhorar a percepção da corrupção no Brasil.

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