Homem que matou corretora para roubar Renegade é condenado a 21 anos de prisão

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª vara criminal de Campo Grande, condenou Fabiano Garcia Sanches a 21 anos pelo latrocínio (roubo seguido de morte) da corretora de imóveis Amalha Cristina Mariano Garcia, encontrada morta aos 43 anos, no porto intermodal de cargas de Campo Grande em maio de 2024.

AMALHA 664fae1473729
Amalha era corretora de imóveis e tinha 43 anos. (Foto: Redes Sociais)

No dia 21 de maio de 2024, Amalha foi até a residência de Fabiano, no Jardim Centenário, e nunca mais foi vista.

A denúncia aponta que o acusado deu socos, chutes e bateu a cabeça da corretora contra uma mesa de madeira e a parede. Amalha desmaiou com as agressões, mas ainda estava viva. Ao notar que a mulher ainda respirava, Fabiano continuou as agressões com pedras e pedaços de madeira.

Após o assassinato, levou o corpo de Amalha até a região conhecida como Porto Seco. De acordo com o processo, Fabiano premeditou o crime para roubar o veículo da vítima, um Jeep Renegade.

Durante a instrução processual, a defesa de Fabiano tentou alegar a participação de um terceiro indivíduo, apelidado de “Fininho” ou “Rogério”, a quem atribuiu a responsabilidade pelo crime. No depoimento ao juiz, Fabiano alegou que foi o homem quem matou a corretora e ainda o ameaçou para ajudar a sumir com o corpo.

No entanto, o magistrado destacou que as câmeras de segurança da região registraram apenas a entrada da vítima e de Fabiano na residência, sem qualquer indício da presença de uma terceira pessoa no momento do crime.

As imagens ainda ajudam a desenhar a violência do crime: às 12h21, Amalha entrou na casa do réu. Às 12h27, Fabiano colocou o carro da vítima dentro da própria garagem e, às 12h35, saiu do local dirigindo o veículo, sozinho.

Conforme a apuração da polícia, a corretora foi morta em menos de cinco minutos e, em 13, foi retirada do local já dentro do veículo, sem vida.

A perícia ainda encontrou impressões digitais do réu no veículo da vítima e sangue no banco de madeira da casa de Fabiano e no volante do Jeep Renegade.

Para comprovar que o crime foi premeditado, depoimentos de testemunhas provaram que Fabiano já tentava negociar a venda do carro de Amalha antes mesmo de sua morte ser descoberta.

Por esses motivos, o juiz refutou as teses de absolvição reforçadas pela defesa de Fabiano e o condenou a 21 anos de reclusão e 20 dias-multa: 20 anos pelo crime de latrocínio e um ano pelo crime de ocultação de cadáver.

O magistrado ainda determinou que o cumprimento da pena seja iniciado em regime fechado. Além disso, Fabiano não pode recorrer em liberdade.

Primeira Pagina

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Create a new perspective on life

Your Ads Here (365 x 270 area)
Mais Notícias
Categories

Subscribe our newsletter

Purus ut praesent facilisi dictumst sollicitudin cubilia ridiculus.