A Prefeitura de Corumbá está no centro de uma controvérsia após divulgar uma licitação para a contratação de internet via satélite em 17 escolas municipais. O valor máximo que a administração se dispõe a pagar, R$ 424,5 mil por 12 meses, chamou a atenção por ser significativamente superior ao custo estimado do serviço.
O edital especifica a necessidade de uma velocidade média de download de 200Mbps, dados ilimitados e conexão via satélite de baixa órbita. Uma análise comparativa revelou que a contratação direta do serviço mais caro disponível na região, oferecido pela Starlink, empresa de Elon Musk, sairia por cerca de R$ 88.846,08 para atender às mesmas 17 unidades escolares durante o período de um ano.
Essa discrepância representa um valor 381% maior do que o custo direto do serviço. A prefeitura, no entanto, optou por terceirizar a contratação, alegando que a empresa vencedora será responsável pela instalação dos equipamentos, manutenção e assistência técnica, além da mobilização de material e pessoal.
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) justificou a necessidade do serviço, argumentando que a internet impulsiona a eficiência nos estudos e oferece inovação nas práticas educativas, facilitando atividades e pesquisas. A pasta ressaltou que o recurso será usado de forma objetiva e adequada por profissionais e alunos, e que a internet nas escolas servirá como ferramenta de comunicação para os profissionais de educação em regiões de difícil acesso, aumentando a segurança.
O recebimento de propostas para a licitação teve início nesta segunda-feira e se estenderá até o dia 04 de agosto, quando será realizada a sessão pública com as empresas interessadas. A vencedora será a que apresentar o menor preço, desde que atenda aos requisitos do edital. A prefeitura de Corumbá ainda não se manifestou sobre o cálculo do valor máximo da licitação e a razão da terceirização do serviço.






