A Copa do Mundo é mais do que um torneio de futebol. Ela é um reflexo das diferenças e desigualdades que existem no mundo. Basta olhar para os dois países que se classificaram para a competição: Haiti e Nova Zelândia. Dois extremos opostos que ilustram a realidade de dois mundos diferentes.
O Haiti é um país dominado pelo caos e pela violência. A capital está sob o controle de gangues e a violência é extrema, com sequestros e assassinatos constantes. O país está em crise humanitária e o colapso institucional é generalizado. No entanto, o Haiti conseguiu se classificar na Concacaf, o que é considerado um milagre.
O grupo do Haiti é composto pelo Brasil, Marrocos e Escócia, o que torna a chance de avançar para a próxima fase extremamente difícil. No entanto, a equipe haitiana tem uma história de surpresas e pode surpreender novamente.
Já a Nova Zelândia é um país conhecido por sua tranquilidade e estabilidade. É um dos países mais seguros e estáveis do mundo, com baixa criminalidade e instituições sólidas. A qualidade de vida é elevada e a economia é estável. A Nova Zelândia domina a Oceania e tem uma história de surpreender em amistosos.
O grupo da Nova Zelândia é composto por Bélgica, Egito e Irã, o que torna a chance de avançar para a próxima fase difícil. No entanto, a equipe neozelandesa tem uma habilidade de surpreender e pode fazer o impossível.
No campo, ambos os países são considerados azarões. No ranking FIFA, o Haiti está abaixo da posição 80 e a Nova Zelândia também está abaixo da mesma posição. Sem tradição pesada e sem grandes estrelas, os dois países precisam de um milagre para avançar.
A distância entre a realidade de cada país é abissal. Enquanto o Haiti vive um colapso, a Nova Zelândia vive em relativa paz. No futebol, porém, ambos vestem a mesma camisa: a do improvável.
A Copa do Mundo não resolve as diferenças do mundo, mas obriga bilhões de pessoas a olhar para elas – nem que seja por alguns minutos. Até a próxima.



