A situação do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF) é considerada delicada, e caso ele seja afastado da relatoria do caso do Banco Master, o mais provável substituto seria o ministro André Mendonça. De acordo com a lei e o regimento, André Mendonça seria o “juiz prevento” do caso, mas a bancada de Lula no STF resiste à possibilidade.
O ministro Toffoli fez ver o presidente do STF, Edson Fachin, que não há motivo para se afastar da relatoria, alegando que nada fez de errado. No entanto, para fontes do STF ligadas à discussão interna, a chance de o caso “sobrar” para André Mendonça até ajuda a manter Toffoli na posição.
Lula estimula o impeachment de Toffoli para ganhar mais uma vaga no STF, mas seria ainda mais importante manter ministro amigo na relatoria. O caso do Banco Master foi remetido ao STF por ordem do ministro Dias Toffoli pelo suposto envolvimento de um deputado federal.
O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) seria citado em um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal. Até agora, nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público apontaram qual seria o envolvimento do deputado federal na fraude no Master.
Se o ministro for mesmo afastado do caso Master, restará ainda outra questão ética: Dias Toffoli atuará como julgador, como Alexandre de Moraes, que não alegou suspeição nem mesmo figurando como vítima?
A situação é complexa e pode ter consequências graves, como a anulação de todos os atos decisórios do ministro Toffoli no caso Banco Master, ainda que o processo seja preservado. A delicadeza da situação é tal que até os advogados de defesa que atuam no caso do Banco Master não pediram a retirada da ação do âmbito do Supremo Tribunal Federal.






