A relação entre plantas e insetos foi moldada por um processo evolutivo antigo e intricado, que envolve estratégias de cooperação, defesa e sobrevivência. Esses organismos interagem por meio de mensagens químicas, fundamentais para funções como polinização e controle biológico de pragas em ecossistemas naturais.
Para atrair polinizadores, as plantas desenvolveram recursos como cores, formatos flores, aromas e estruturas invisíveis, como guias de néctar. Essas pistas indicam a localização do alimento e dos órgãos reprodutivos, enquanto compostos voláteis são disseminados pelo vento, permitindo que insetos identifiquem flores a distâncias significativas.
Ao sofrer ataques de insetos herbívoros, vegetais liberam substâncias voláteis que chamam predadores e parasitoides, ajudando no controle natural das pragas. Além disso, sinais químicos podem funcionar como alertas para plantas vizinhas, que reforçam suas defesas em resposta.
Alguns insetos evoluíram para decodificar ou copiar os códigos químicos das plantas. Como exemplo, certas orquídeas produzem feromônios que imitam sinais sexuais de insetos, garantindo sua polinização. Laboratório de ecologia química estuda esse diálogo para aplicações na ciência e na agricultura.






