Líderes do PCC presos em MS e fronteira ainda estão no poder

Alguns líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram detidos em Mato Grosso do Sul ou na fronteira com Paraguai e Bolívia, regiões estratégicas para o tráfico internacional de drogas. Apesar de estarem sob custódia, esses nomes permanecem vinculados a setores centrais da facção. Um novo organograma da organização foi elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo.

Entre os detidos, destaca-se Hugo Maxuel Munhoz, conhecido como Huguinho ou Guinho, preso no Paraguai em novembro de 2023. Ele é associado à Sintonia Final dos Estados e Países, responsável pela coordenação fora do sistema prisional. Outro nome é Marcos Roberto de Almeida, o “Tuta”, que foi preso na Bolívia em maio de 2025 e é apontado como substituto de “Marcola”. Silvio Luiz Ferreira, o Cebolinha, também faz parte desse setor e é considerado procurado.

Na estrutura financeira do PCC, Patric Uelinton Salomão, o Forjado, é identificado como o chefe do setor financeiro, enquanto João Carlos Bastos de Oliveira, o Itália, é vinculado à rota de drogas da Bolívia. Everton de Brito Nemésio, o Delinho, preso em Mato Grosso do Sul em maio do ano passado, é associado à lavagem de dinheiro e é descrito como um dos membros mais discretos da facção.

O “Quadro dos 14”, que faz parte do núcleo estratégico intermediário da facção, também inclui nomes ligados a ocorrências em MS. Edimar da Silva Santana, o Arqueiro, foi condenado a 27 anos por manter depósito da facção e liderava um exército de 174 soldados do crime entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Francivaldo Rodrigues Lima, conhecido como Nei, é apontado como articulador de respostas após massacres em presídios e começou a atuar no MS em 2013, enviado pelo PCC para controlar o tráfico da região.

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