Campo Grande registra um aumento preocupante no número de assassinatos, atingindo 83 mortes neste ano até o momento. O índice supera os números de 2023 e se aproxima do patamar de 2022, quando foram contabilizados 84 homicídios dolosos até o final de julho. A escalada da violência tem como um dos principais fatores as disputas relacionadas ao tráfico de drogas, conforme apontam as investigações.
O mais recente caso ocorreu na última sexta-feira, com a morte de Luís Eduardo Sorrilha Magalhães, de 19 anos. O corpo do jovem foi encontrado na ciclovia da Avenida Lúdio Martins Coelho, no Jardim Leblon. As investigações preliminares indicam que a vítima possuía uma dívida relacionada ao consumo de entorpecentes.
A cena do crime revelou a brutalidade da execução, com 14 tiros atingindo o tórax, braços e pernas de Luís Eduardo. Cápsulas de calibre nove milímetros foram encontradas próximas ao corpo, que vestia um capacete, mas nenhuma motocicleta foi localizada no local. O jovem já possuía antecedentes criminais, inclusive por homicídio.
Outro incidente violento, embora sem vítimas fatais, ocorreu no início da semana no Jardim Nhanhá. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em um carro efetuaram disparos contra duas pessoas em uma residência. As vítimas foram socorridas e encaminhadas para a Santa Casa com ferimentos leves. A polícia investiga se o caso tem ligação com o tráfico de drogas.
Dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que, até 21 de julho, 82 pessoas haviam sido mortas na capital. O número atual representa um aumento de 20,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 68 assassinatos foram registrados. Caso ocorra mais um homicídio até o final do mês, este será o período mais violento desde 2017, quando 95 pessoas foram mortas entre janeiro e julho.
Na semana passada, foi noticiado que a fronteira de Mato Grosso do Sul enfrenta uma disputa pelo controle do tráfico entre facções criminosas.






