Serpro nega acesso a dados fiscais após vazamentos com envolvimento de ministros do STF

A Serpro informou que não possui acesso à base de dados fiscal de órgãos clientes, apenas à infraestrutura tecnológica e aos sistemas gerenciados. A estatal destacou que seus servidores não têm autorização para consultar informações armazenadas em suas bases, que incluem dados pessoais ou tributários de contribuintes.

A manifestação veio após o STF determinar operação que apura violações de sigilo fiscal envolvendo parentes de ministros da Corte. Os suspeitos incluem quatro servidores da Receita, entre eles um auditor em São Paulo e um técnico do seguro social no estado, além de outro técnico lotado na Bahia. Um funcionário do Serpro no Rio de Janeiro também está entre os investigados.

Os quatro foram afastados de suas funções e tiveram o sigilo quebrado em diferentes esferas por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Eles não podem sair das cidades onde residem e estão em recolhimento domiciliar nos períodos noturnos e finais de semana. Além disso, os suspeitos tiveram seus passaportes retidos.

Segundo o STF, foram identificados múltiplos acessos não autorizados ao sistema da Secretaria da Receita Federal antes do vazamento de informações classificadas. A ação busca investigar como esses dados foram obtidos e divulgados, enquanto a Receita relata que a auditoria abrange diversos sistemas e contribuintes.

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