Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, teve lesão medular que o deixou tetraplégico após um acidente com tiro no pescoço em outubro do ano passado. O jovem, que há meses não conseguia mover braços ou pernas, voltou a mexer a mão e até comer sozinho após receber 1 ml da proteína laminina em janeiro deste ano.
A polilaminina é um medicamento nacional em fase inicial de testes, homólogo pela União após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A cirurgia foi feita no Hospital Militar de Campo Grande em 21 de janeiro, com acompanhamento de imagem em tempo real para aplicação da proteína diretamente na lesão.
A família do paciente descreve a evolução como uma conquista significativa, com a mãe destacando a felicidade de cada gesto recuperado. Luiz é o primeiro a receber o tratamento em Mato Grosso do Sul e um dos 23 no país, onde ainda são avaliados os limites e benefícios da terapia.
O médico Wolnei Marques Zeviani ressalta que a melhora pode levar anos e depende de fisioterapia constante. Embora não se saiba se Luiz voltará a andar, há expectativa de avanços na qualidade de vida, com estímulos contínuos durante aproximadamente um ano e meio.






