A defesa de Everton Gomes Rodrigues, de 38 anos, encontrado morto em uma cela do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, sustenta que ele foi assassinado e que houve simulação de suicídio. A advogada Étila Guedes informa que Everton vinha relatando medo e risco de morte, e que, em audiência de custódia, afirmou ao juiz que estava sendo ameaçado dentro do presídio.
Everton foi preso em 10 de dezembro de 2025, no Jardim Seminário, por porte irregular de arma. A defesa argumentou que a abordagem policial foi baseada em percepções subjetivas e pediu a revogação da prisão preventiva, destacando que o interno já havia cumprido a maior parte da pena e estava em livramento condicional desde 26 de setembro de 2023.
A defesa também mencionou que Everton era pai de quatro filhos e que o rompimento com o meio criminoso teria provocado ameaças contra sua vida. O corpo foi encontrado por volta das 15h durante o fechamento do banho de sol, enforcado com cordas artesanais no saguão interno do Pavilhão 2, Galeria A.
A Agepen informou que apura as circunstâncias da morte e que o local foi isolado para perícia. O sepultamento de Everton está agendado para às 16h30 deste sábado, no Cemitério Parque de Campo Grande.






