Indústria, construção e comércio demitem 34 mil trabalhadores com ensino superior em 2025

O mercado de trabalho no Brasil apresenta uma abertura líquida de vagas com carteira assinada em 2025, embora em menor quantidade em comparação aos anos anteriores. Apesar da população ocupada atingir recordes, a formalização não avança adequadamente, especialmente com as altas taxas de juros impactando negativamente os setores de indústria, construção e comércio, que cortaram 34.297 postos de trabalho com ensino superior completo neste ano.

Os dados revelam que, em 2025, o mercado formal criou 1.279.448 vagas, uma redução de 398 mil em relação a 2024. Deste total, apenas 1,9% foram atribuições para profissionais com ensino superior completo, totalizando 24.513 novas vagas. As demissões líquidas afetaram a indústria, com 13.686 postos a menos, a construção, que perdeu 8.179 vagas, e o comércio, que eliminou 12.432.

Embora os setores mencionados tenham registrado perdas, o setor de serviços absorveu 58.300 novos trabalhadores com ensino superior e a agricultura, 509. A taxa de juros elevada é um fator determinante que influencia a geração de empregos formais, agravada por problemas estruturais e elevados encargos trabalhistas no Brasil.

O desempenho do mercado de trabalho em dezembro foi o pior para o mês na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, com uma perda líquida de 618.164 vagas, 11,3% inferior ao resultado de dezembro de 2024. Para 2026, as expectativas são de uma geração de empregos ainda mais modesta, devido à desaceleração econômica e à manutenção das taxas de juros elevadas.

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