Claudinho Serra, ex-secretário de Finanças de Sidrolândia, recebia caixas de suco e iogurte no gabinete como parte de um esquema de corrupção. As informações foram obtidas a partir da delação premiada de Milton Paiva, que firmou um acordo com o MPMS após a Operação Tromper, que investigou o ex-secretário.
O relatório do Gecoc revela que Paiva compartilhou uma lista de produtos a serem entregues no gabinete de Serra, que incluía sucos e iogurtes. O esquema funcionava com empresários que tinham 'saldos' com o ex-secretário, permitindo que eles oferecessem produtos e serviços de forma irregular.
Os participantes do esquema utilizavam um sistema de 'trocas' ou 'créditos', onde ativos públicos eram convertidos em dinheiro disponível para atender a demandas pessoais ou políticas de servidores. Isso permitia a emissão de notas fiscais falsas, resultando em pagamentos indevidos.
A investigação identificou que Claudinho Serra utilizava esses recursos para adquirir bens e serviços não licitados. Os produtos eram frequentemente intermediados por seu assessor, Carmo Name, que também estava envolvido no sistema de troca, conforme relatado por Milton Paiva.






