A comissão de engenheiros da força expedicionária, liderada em Coxim, completou a subida da serra de Maracaju. O tenente Taunay, integrante do grupo, narra como foi a chegada e permanência nos Morros. No dia 11 de março de 1866, após uma subida repleta de desafios, chegaram ao alto, onde os refugiados da vila de Miranda se escondiam desde janeiro do ano anterior, em razão da invasão paraguaia.
O local, conhecido como Morros, abrigava dois acampamentos: um de João Pacheco de Almeida, onde a equipe se hospedou, e outro, a meia légua de distância, administrado por Chico Dias. As forças brasileiras permaneceram na região até julho, antes de seguir para Miranda. Durante esse período, Taunay desenvolveu um romance com Antonia, uma jovem da tribo chooronó e da nação chané, descrita como uma moça de beleza marcante.
Para cortejá-la, Taunay ofereceu um colar de contas de ouro e, além do seu consentimento, teve que pagar um dote ao pai dela. Esse dote incluía um saco de feijão, outro de milho, duas medidas de arroz, uma vaca e um boi, totalizando aproximadamente cento e vinte mil réis. O pouco tempo juntos foi registrado nas memórias do autor, que expressou sua afeição por Antonia e os momentos felizes que passaram juntos nos Morros.
Taunay descreveu a jovem como alguém que rapidamente se apegou a ele, destacando a graça e a elegância dela. Ele sentiu-se completamente envolvido pelo amor que nasceu entre eles, desejando que o tempo se alongasse antes de retornar às agitações do mundo externo, de que se sentia tão distante.





