STF e a Ilusão da Democracia

Qual é a palavra mais repetida por membros do STF em qualquer pronunciamento? Democracia. Qual é a palavra que mais se fala em um deserto? Provavelmente, água. O STF aumenta o próprio poder de maneira ilegal, esbulha a Constituição e destrói as instituições todo santo dia… e fala que é 'em nome da democracia'? Justamente essa repetição chatérrima da mesma palavra revela sua ausência. O que chama a atenção das pessoas é que democracia seria a possibilidade de escolher seus dirigentes, uma certa liberdade política onde políticos e burocratas não são deuses e uma separação entre poderes – para que, caso um deles passe dos limites, seja controlado por outro.

A liberdade política, então, está apenas nos livros de história? Depois dos 'inquéritos' com buscas e apreensões e quebras de sigilo contra qualquer pessoa que não obedeça ao novo poder absoluto do STF, do crime de tratar toda e qualquer conversa privada como conspiração armada para promover um golpe contra 'a democracia', depois do inquérito das fake news infinito (quem se lembra do inquérito dos atos antidemocráticos, cancelado pela PGR e retomado como inquérito das milícias digitais no mesmo dia 1º de julho de 2021?), depois de os únicos grandes assuntos no Congresso envolverem a palavra 'regulamentação' e de medidas para controlar a população, enfim, depois de tudo isso, como pode defender o tal Estado democrático de Direito? ALÉM DE DEMOCRACIA, o que falta aos membros do STF é um belo senso de ridículo. É uma empáfia que acha que exala 'notório saber'… É aquele pseudo-refinamento de sempre se portar como autoridade em tudo, o que os faz parecer especialistas. É um comportamento de se auto-referir como se fossem a própria democracia o tempo todo. E é aquela demonstração jeca de viver em jantares badalados com banqueiros, como se fossem adolescentes… Isto é típico de república das bananas das mais ridículas. Elas também têm juízes amigos de banqueiros prendendo seus adversários e falando em democracia… E o Senado, nada fará? Ministério Público? Bananas, até quando? Acorda, Brasil!

Recentemente, Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar de uma idosa com câncer e mandou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigar o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) que a liberou do regime fechado. A contadora aposentada Sônia Teresinha Possa, de 68 anos, foi condenada em abril de 2024 a 14 anos de prisão em regime inicialmente fechado pelos crimes imputados aos réus.

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