Prefeitura de Campo Grande deve R$ 22 milhões a empresa por dívidas de parquímetro

A Justiça de Mato Grosso do Sul homologou a dívida de R$ 22.024.314,95 da Prefeitura de Campo Grande com a Metropark Administração Ltda, referente ao sistema de parquímetros. O valor foi atualizado até abril de 2025, com base em laudo pericial, e resulta de uma ação movida pela empresa contra a prefeitura e a Agetran. O sistema de parquímetros está inoperante desde março de 2022, quando o contrato com a Metropark foi encerrado após 20 anos de funcionamento.

Além do montante principal, a decisão judicial também determina o pagamento de honorários advocatícios. A Prefeitura já tentou contestar o valor, alegando que o montante correto seria de R$ 20.143.592,90, cerca de R$ 1,88 milhão a menos do que foi homologado. A lei que autoriza a concessão do Sistema de Estacionamento Rotativo foi sancionada em abril de 2024, mas ainda não houve licitação para implementação do novo modelo.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, informou que o projeto será reavaliado para atrair o interesse das empresas. O novo modelo prevê 3 mil vagas na região central, podendo expandir para até 6,2 mil em seis anos, com tarifa inicial de R$ 5. A proposta inclui um sistema totalmente sensorizado e fiscalização por veículos com tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres.

Desde a suspensão do sistema de parquímetros em março de 2022, comerciantes têm reclamado da falta de rotatividade nas vagas, o que afeta o comércio local. Em reuniões, representantes da CDL de Campo Grande solicitaram ações para resolver o problema de veículos que ocupam as vagas durante todo o dia, dificultando a chegada de novos clientes.

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