Condenação de advogado e ex-chefe de cartório revela ligação com o PCC em MS

O advogado Bruno Ghizzi, o ex-chefe de cartório Rodrigo Pereira da Silva Correa e o detento Edimar da Silva Fonseca foram condenados por ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). O trio foi alvo da Operação Courrier, que investiga a conexão entre advogados e a organização criminosa, conhecida como "Sintonia dos Gravatas".

Bruno foi condenado a 4 anos, 10 meses e 29 dias-multa, enquanto Rodrigo recebeu a mesma pena. Edimar, por sua vez, foi condenado a 5 anos, 8 meses e 33 dias-multa. Outros quatro acusados foram absolvidos por falta de provas. A sentença foi publicada no Diário da Justiça e permite que Bruno e Rodrigo recorram em liberdade, enquanto Edimar terá a manutenção de sua prisão preventiva.

O Judiciário determinou a expedição dos mandados de prisão contra Bruno e Rodrigo após o trânsito em julgado e comunicou a OAB-MS sobre a condenação de Bruno para a possível perda de seu cargo. Além disso, o processo de Cristhian Thomas Vieira, conhecido como 'Tio Doni', será desmembrado, pois ele é apontado como líder da "Sintonia dos Gravatas".

Bruno e outros servidores da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul estavam envolvidos em práticas que violavam sigilos, obtendo informações privilegiadas para beneficiar ações em que atuavam. O advogado utilizava a ajuda de terceiros para acessar dados de pessoas diversas, comprometendo a integridade das informações sigilosas.

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