A defesa da família de Carlos Roberto Mazzini, de 61 anos, argumenta que Alcides Bernal não agiu em legítima defesa ao disparar dois tiros contra o servidor. O incidente aconteceu na última terça-feira (24) em uma residência em Campo Grande. O advogado Tiago Martinho, que representa a família, afirmou que as imagens de câmeras de segurança mostram que o crime foi uma execução.
Martinho destacou que a vítima acreditava que Bernal não residia mais no imóvel, conforme um documento de 2024 que indicava que a casa estava desocupada. Ele esclareceu que Mazzini comprou a propriedade, que pertencia à Caixa, e que a certidão do processo confirma que o imóvel estava vazio.
A família Mazzini, ainda em estado de choque, confia no trabalho da Polícia Judiciária e aguarda a conclusão dos laudos que faltam no inquérito para as próximas providências.
O delegado Danilo Mansur, responsável pela investigação, descartou a alegação de legítima defesa, afirmando que a sequência dos disparos afasta essa possibilidade. Ele também mencionou que, apesar de Bernal alegar que morava no imóvel, a disposição dos móveis indica que o local não era uma residência, mas sim um escritório utilizado esporadicamente.






