Estiagem afeta produção de soja em Mato Grosso do Sul

A estiagem marcou o período de janeiro a fevereiro em Mato Grosso do Sul, afetando negativamente a produção de soja. Segundo boletim, 57,5% das lavouras estão classificadas como boas, 26,9% como regulares e 15,5% como ruins no Estado. A distribuição, porém, não é uniforme entre as regiões. No norte, 70,2% das áreas apresentam boas condições. Já no sul, o índice cai para 41,2%, com predominância de lavouras regulares, que somam 44,2%. Esse cenário reflete o efeito da estiagem nas fases mais sensíveis da cultura. A falta de chuva e as altas temperaturas reduziram o potencial de parte das áreas, sobretodo nos municípios de Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai. Mesmo com os impactos climáticos, o levantamento aponta que o comportamento das lavouras varia conforme a distribuição das chuvas.

Áreas com melhor regime hídrico mantêm bom desempenho, enquanto regiões afetadas pela estiagem concentram perdas e maior oscilação de rendimento.

A produtividade também sofreu, com variações em diferentes regiões. Em Maracaju, há talhões com rendimento de 38 sacas por hectare e outros que chegam a 89 sacas. Em Anastácio, a variação vai de 21 a 78 sacas por hectare. Em Iguatemi, no sul, áreas registram 29 sacas, enquanto outras superam 90 sacas por hectare no Estado.

A região oeste, por sua vez, apresenta o maior índice de lavouras classificadas como ruins, 23,4%.

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