O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, vinculado ao Banco Master, cumpre um mês de prisão enquanto negocia um possível acordo de delação premiada. As revelações decorrentes desse acordo podem trazer desdobramentos significativos nas investigações em Mato Grosso do Sul, especialmente em um esquema milionário em Iguatemi, que supostamente envolve o PCC (Primeiro Comando da Capital) em postos de combustíveis.
Vorcaro busca formalizar um acordo de colaboração após ser alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. A sua prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), devido a suspeitas de tentativa de interferência nas investigações relacionadas à sua instituição financeira.
A possibilidade de delação ganhou impulso com a formação de maioria na Segunda Turma do STF para manter a prisão do ex-banqueiro. Ele já assinou um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, um procedimento considerado inédito, uma vez que as duas entidades geralmente atuam separadamente.
A defesa de Vorcaro está coletando documentos e informações que sustentarão a proposta de delação, um processo que pode levar cerca de 45 dias. A Polícia Federal avaliará a relevância das informações para determinar a continuidade do acordo, que pode incluir a identificação de outros envolvidos e conexões com organizações criminosas, além de possíveis ligações com agentes políticos no esquema investigado.






