Humanizando a perícia: estratégia para lidar com exames em casos de violência contra a mulher

A perícia criminosa é fundamental para esclarecer dinâmicas que nem sempre aparecem nas versões apresentadas. Em Mato Grosso do Sul, o atendimento é realizado pela Polícia Científica, atuando em 79 municípios do Estado. No interior, 14 unidades regionais garantem o atendimento e ampliam o acesso da população aos exames periciais.

Em casos de feminicídio, agressões e violência sexual, a atuação se inicia na cena da ocorrência, com a coleta de elementos que ajudam a compreender os fatos. O material segue para análise e pode subsidiar a identificação de vestígios biológicos e outros elementos relevantes para a investigação.

No local do crime, a perícia criminal esclarece dinâmicas que nem sempre aparecem nas versões apresentadas. Isso inclui situações inicialmente relatadas como suicídio ou como mortes a esclarecer, cuja dinâmica só se define a partir da análise pericial.

No entanto, a humanização dos exames periciais é fundamental para lidar com os casos de violência contra a mulher. Em Campo Grande, a seção do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) instalada na Casa da Mulher Brasileira completa três anos de funcionamento no dia 31 de março. No local, o exame pode ser realizado no mesmo espaço onde a mulher recebe acolhimento e orientação. Sem deslocamento. Sem etapas fragmentadas.

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