Após a pane técnica que afetou o centro de controle do Aeroporto de Congonhas na quinta-feira, as operações neste dia 10 ocorrem sem atrasos, conforme informações da assessoria de imprensa. A normalização também foi observada nos Aeroportos de Guarulhos e Viracopos, ambos localizados em São Paulo.
Em entrevista ao Programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, o presidente da Agência Nacional de Aviação (Anac), Tiago Chagas, explicou a situação que ocorreu no aeroporto. Chagas esclareceu que não houve falha elétrica ou de sistema, mas um princípio de fumaça que SE originou fora do prédio que abriga os controladores de voo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA).
O surgimento de fumaça levou à evacuação do prédio para garantir a segurança dos servidores, já que o local é refrigerado e poderia haver risco de fumaça entrar no ambiente fechado. O DCEA recomendou a evacuação até que a origem da fumaça fosse investigada, o que levou cerca de 30 minutos.
Após a verificação, a situação foi considerada segura e os controladores retornaram às suas atividades, permitindo que as operações fossem retomadas normalmente. A interrupção em Congonhas causou um efeito em cadeia, resultando na paralisação de voos também nos Aeroportos de Guarulhos e Viracopos, o que provocou um “caos aéreo”, como descreveu o presidente da Anac.
Chagas informou que, devido aos problemas em Congonhas, 48% dos voos desse aeroporto apresentaram atrasos superiores a 30 minutos, além de cancelamentos. Em nível nacional, os atrasos chegaram a cerca de 30%. Para tentar minimizar os impactos, o funcionamento do aeroporto foi estendido em uma hora na quinta-feira.






