Um pintor, de 33 anos, é o principal suspeito de provocar um incêndio na casa de sua ex-namorada, uma professora de 29 anos, na noite do último sábado (18), no Bairro Jardim Batistão, em Campo Grande. O incidente ocorreu após uma discussão entre o casal, que havia encerrado o relacionamento recentemente.
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem teria ido até a residência da ex-companheira, onde, após a discussão, ateou fogo no imóvel. Para agravar a situação, ele realizou uma chamada de vídeo para a vítima, exibindo as chamas em sua casa. A edícula, que incluía um quarto e um banheiro, ficou completamente destruída, assim como os móveis, roupas e documentos que pertenciam às vítimas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar rapidamente o incêndio, evitando que a estrutura da casa fosse totalmente comprometida. Felizmente, não houve feridos durante o incidente. A jovem, que mora com seu filho de 7 anos, diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista), relatou que, após a briga, decidiu se afastar do suspeito e foi para a casa de uma amiga, deixando a criança sob os cuidados de sua mãe.
A mãe da professora, uma mulher idosa de 67 anos, presenciou a movimentação estranha no portão e, ao sair, encontrou o imóvel em chamas. Ela comentou que parecia que o suspeito havia utilizado álcool, pois o fogo se alastrou rapidamente. "Saía muito fogo", destacou a idosa, que se mostrou preocupada com a situação.
O caso foi registrado na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como incêndio majorado e ameaça, dentro do contexto da violência doméstica. A perícia técnica foi convocada para realizar os exames necessários no local do crime. Além disso, alguns vizinhos se mobilizaram para arrecadar doações para ajudar a jovem que perdeu todos os seus pertences devido à tragédia.






