Uma mulher de 22 anos é alvo de investigação por ter supostamente deixado seu filho recém-nascido no Hospital Regional de Jardim, em um episódio que ocorreu na madrugada do domingo (19). Conforme o boletim de ocorrência, a mãe teria solicitado autorização à enfermeira responsável por seu atendimento para ir até a recepção fumar um cigarro. Aproveitando-se desse momento, a mulher teria fugido do hospital sem levantar suspeitas.
Antes de sair, a mulher alegou que uma suposta tia da criança poderia ficar responsável pelos cuidados do recém-nascido. Contudo, ao chegar ao hospital, a mulher que se apresentava como tia não conseguiu comprovar qualquer vínculo legal ou responsabilidade formal em relação ao bebê. Assim, a criança permaneceu sob a responsabilidade do hospital.
Na manhã do mesmo dia, um homem de 30 anos apareceu na maternidade do hospital e se identificou como o pai da criança, afirmando que a mãe havia comunicado sobre o nascimento do bebê. No entanto, o homem também não apresentou documentos que comprovassem a relação legal com a criança, o que impediu sua permanência com o recém-nascido.
Diante da situação, a equipe de assistência social do hospital acionou o Conselho Tutelar para que a criança fosse acolhida e recebesse os devidos cuidados. Até o momento, a mãe do recém-nascido não foi localizada, e o caso foi registrado como abandono de incapaz.
As autoridades estão buscando mais informações para esclarecer os fatos e encontrar a mulher, a qual se afastou do hospital logo após o parto. O episódio levanta questões sobre a responsabilidade parental e os mecanismos de proteção a crianças em situações vulneráveis.






