Reflexões sobre a Justiça e o Futuro Político do Brasil

O escritor Luis Fernando Veríssimo afirmava que, no BRASIL, o fundo do poço é apenas uma etapa. Essa afirmação, que poderia ser considerada pessimista, torna-se cada vez mais atual em um cenário onde a operação Lava Jato foi desmantelada e o país parece retroceder em sua luta contra a corrupção, a injustiça e a falta de investimento em infraestrutura. Um exemplo alarmante dessa realidade é a condenação de uma mulher a 14 anos de prisão por ter escrito a frase "perdeu, mané" em uma estátua. A cabeleireira, de 40 anos, relatou em entrevista sobre as dificuldades que enfrenta na prisão, incluindo a separação dos filhos e a adaptação a um novo cotidiano. Enquanto isso, indivíduos envolvidos em corrupção e Crime Organizado permanecem livres, levando a sociedade a questionar a legitimidade do sistema de justiça.

Histórias como a de Débora e de muitos outros brasileiros, que foram penalizados em massa por um suposto golpe de Estado, contrastam com a liberdade de verdadeiros golpistas e criminosos. Esta realidade gera um clamor por justiça e pela necessidade de não esquecer essa fase obscura da história do BRASIL. O jornalista Alexandre Garcia expressa essa insatisfação ao afirmar que o país finalmente acorda, após um longo período de anestesia, e toma consciência dos crimes cometidos em nome de um Estado Democrático que se diz defensor da justiça.

A crítica se estende aos quatro ministros do STF que figuram como passageiros da “Master Air”, revelando a hipocrisia de um sistema que mantém inocentes presos enquanto libera culpados. O inquérito das fake news, instaurado em 2019, exemplifica a problemática de um tribunal que investiga, acusa e julga, gerando um ciclo vicioso de arbitrariedade e violações de direitos. Os eventos de 8 de janeiro, que resultaram em respostas institucionais questionáveis, evidenciam ainda mais essa situação.

Nesse contexto, as eleições de 2026 se tornam cruciais, especialmente para o Senado, que terá duas vagas por estado em disputa. Essa configuração transforma o voto em um importante instrumento de mudança, oferecendo a oportunidade de renovação no legislativo. A ascensão de candidatos com um perfil mais firme no espectro da direita surge como uma alternativa ao Senado, que historicamente optou pela omissão.

O partido Novo, por exemplo, publicou uma resolução que compromete seus candidatos a apoiar o impeachment de ministros do STF, refletindo a insatisfação com a composição atual da corte. Essa dinâmica ressalta a responsabilidade do Senado em exercer seu papel de controle sobre o Judiciário, um poder que foi largamente negligenciado nos últimos anos. Portanto, a próxima eleição não deve ser encarada como um evento comum, mas sim como um momento decisivo para o futuro político do BRASIL.

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