O governador Eduardo Riedel, do PP, expressou seu apoio à proposta da Prefeitura de Campo Grande de conceder a gestão dos postos de saúde do Aero Rancho e Tiradentes a uma organização social. A declaração foi feita durante um evento no Hospital do Câncer Alfredo Abrão, onde o secretário Marcelo Vilela anunciou a iniciativa, que já gerou protestos e críticas de diversos setores da sociedade.
Riedel enfatizou a necessidade de buscar melhores resultados na saúde pública e questionou as críticas à proposta. "A gente quer mudar, vai mudar fazendo da mesma maneira? Não. Eles estão tentando fazer diferente", afirmou, referindo-se à intenção da administração municipal. O governador também destacou que a parceria com a prefeita Adriane Lopes é fundamental para ampliar as ações do governo na área da saúde.
Durante seu discurso, Riedel lembrou que a gestão privada de unidades de saúde já é uma prática em hospitais estaduais, como os de Três Lagoas e Ponta Porã. Ele defendeu que, se a privatização é viável para grandes hospitais em São Paulo, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein, essa estratégia pode ser aplicada também nas unidades de saúde.
O secretário Marcelo Vilela, por sua vez, comentou as críticas recebidas e explicou que a proposta é uma experiência piloto que será avaliada ao longo de um ano. Segundo ele, a gestão privada pode resultar em uma redução de custos de até 20% para as unidades de saúde em questão. As duas unidades que estão sendo consideradas para a gestão privada têm um custeio médio diário que, segundo o secretário, justifica a necessidade de uma nova abordagem.
A prefeita Adriane Lopes também se manifestou sobre a controvérsia. Ela reconheceu que a proposta enfrenta resistência por parte de alguns segmentos da população, mas acredita que a mudança é necessária para alcançar resultados mais satisfatórios na saúde pública. "Quando você propõe algo novo, sempre é complexo, porque as pessoas não querem algo novo, elas querem fazer como é feito até hoje", argumentou.
Adriane ressaltou a importância de discutir a proposta com a sociedade civil e mencionou que a iniciativa foi levada à Câmara, na Casa de Leis, para discussão. Contudo, ela lamentou que não houve uma escuta efetiva por parte dos críticos. A prefeita se mostrou confiante de que a população será a responsável por avaliar a eficácia da nova gestão, que visa trazer melhorias ao sistema de saúde local.






