Homem é condenado a 16 anos por homicídio relacionado a dívida de conserto de carro

Na última quinta-feira (7), um julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em Campo Grande resultou na condenação de um homem a 16 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença, que acolheu a acusação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

O crime ocorreu na manhã de 3 de junho de 2024, na Vila Moreninha III. De acordo com a denúncia, o réu assassinou a vítima devido a uma desavença relacionada ao pagamento do conserto de um veículo, após ambos terem se envolvido em um acidente de trânsito meses antes. No dia do crime, o acusado se dirigiu à residência da ex-companheira da vítima com a intenção de cobrar a dívida, o que gerou uma breve discussão entre eles.

Durante a altercação, o réu golpeou a vítima com um objeto contundente e, em seguida, disparou uma arma de fogo contra ela, resultando na morte imediata no local. O Promotor de Justiça George Zarour Cezar representou o MPMS durante o julgamento, que destacou a motivação torpe para o crime.

O Juiz Presidente do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida, determinou a pena com base na gravidade da ação e nos antecedentes criminais do réu. Assim, a sentença foi composta por 14 anos de reclusão pelo homicídio qualificado e mais dois anos e seis meses pela posse ilegal da arma, além de 10 dias-multa.

Seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a soberania dos veredictos do júri, o juiz ordenou a execução imediata da pena. O condenado, que já tinha outras passagens pelo sistema criminal, foi levado diretamente ao presídio para iniciar o cumprimento da sentença.

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