Na manhã da última terça-feira (12), a Operação Buraco Sem Fim culminou na prisão de Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande. A operação foi conduzida pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), através do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), e tem como foco investigações sobre contratos de tapa-buracos e manutenção de vias na capital sul-mato-grossense.
A prisão de Fiorese ocorreu em seu apartamento, localizado no Edifício Solar das Garças, na Rua das Garças, no Centro da Capital. Recentemente, ele havia assumido o cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) em fevereiro, após anos atuando como servidor comissionado. Apesar de sua nova função, a investigação se concentra em sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) confirmou que está ciente da operação, ressaltando que a investigação se limita a contratos do Município de Campo Grande e que não é alvo da apuração. Em nota, a Seilog afirmou que está acompanhando o desenrolar da investigação e que se compromete a tomar as medidas necessárias para assegurar a transparência na administração pública.
A Operação Buraco Sem Fim resultou em sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão, visando indivíduos suspeitos de fazer parte de uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos. Durante a execução dos mandados, foram encontrados R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos imóveis de um servidor investigado, os agentes apreenderam R$ 186 mil, enquanto em outro endereço foram localizados R$ 233 mil.
As investigações indicam que as fraudes perpetradas pelos envolvidos resultaram em enriquecimento ilícito e causaram significativos prejuízos aos cofres públicos, além de comprometer a qualidade das vias urbanas de Campo Grande. Entre 2018 e 2025, a empresa sob investigação acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões com o poder público municipal. Os mandados de prisão e busca foram autorizados pela Justiça no contexto da apuração de crimes contra a administração pública e delitos correlatos. Até o momento, os nomes dos detidos não foram divulgados oficialmente.






