Centrão e mercado articulam chapa com Tereza Cristina e Michelle Bolsonaro após crise de Flávio

O recente vazamento de mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o banqueiro Daniel Vorcaro provocou uma nova movimentação entre lideranças do Centrão e do mercado financeiro. Essas figuras políticas começaram a discutir a possibilidade de formar uma chapa de centro-direita para as próximas eleições presidenciais, com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata à presidência e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice.

Nos últimos dias, representantes do Centrão e agentes do setor financeiro contataram o senador Ciro Nogueira (PI), que preside o PP, para apresentar a proposta. No entanto, Ciro optou por não se comprometer imediatamente com a ideia. Ele próprio se viu envolvido no Caso Master na semana anterior, quando foi alvo de uma operação de busca e apreensão, sendo suspeito de ter recebido uma mesada de Vorcaro que variava entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

As mensagens vazadas de Flávio, nas quais ele solicitava apoio financeiro a Vorcaro, reduziram consideravelmente suas chances de sucesso em uma possível disputa contra o presidente Lula, que buscará a reeleição. Assim, o Centrão também está relutante em apoiar a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) e de Romeu Zema (Novo), uma vez que acredita que ambos não teriam força suficiente para vencer Lula nas urnas.

Antes do surgimento do escândalo, Tereza Cristina era considerada para a vice-presidência na chapa de Flávio. No entanto, a senadora sempre se mostrou reticente em aceitar essa posição. Michelle Bolsonaro, por sua vez, não aceitou bem a escolha de Flávio como candidato e almejava ser vice em uma chapa liderada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Após o vazamento das mensagens, o nome de Michelle também passou a ser defendido por alguns líderes da direita como uma opção para a presidência. Flávio, preocupado com a situação, rapidamente negou a possibilidade de sua madrasta ser candidata ao Palácio do Planalto, afirmando que seu pai, Jair Bolsonaro, o orientou a "seguir firme" em sua trajetória política.

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