Mato Grosso do Sul implementa programa para adaptação climática em nove municípios

Mato Grosso do Sul avança na elaboração de políticas públicas voltadas para a adaptação às mudanças climáticas. Nove municípios do estado foram selecionados para integrar o programa AdaptaCidades, uma iniciativa do Governo Federal que tem como objetivo auxiliar na formulação de estratégias locais para enfrentar os efeitos das alterações climáticas. Os municípios participantes são Campo Grande, Dourados, Aquidauana, Paranaíba, Caarapó, Porto Murtinho, Miranda, Ponta Porã e Corumbá.

As ações do programa foram apresentadas na quinta-feira (14), no Sebrae-MS, localizado em Campo Grande, durante o lançamento da Oficina AdaptaCidades MS. O evento foi promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em colaboração com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

A Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), uma agência de cooperação internacional entre Alemanha e Brasil, também apoia a implementação do programa. A iniciativa visa preparar os municípios para os desafios crescentes, como secas, ondas de calor e eventos hidrológicos extremos, contribuindo para o fortalecimento do planejamento local e da capacidade de resposta das cidades.

O AdaptaCidades faz parte do Programa Cidades Verdes Resilientes, que atualmente abrange 581 municípios prioritários em todo o Brasil. A meta é expandir esse número até 2035, com foco em regiões mais vulneráveis aos impactos climáticos. Em Mato Grosso do Sul, a adesão foi coordenada pela Semadesc, que atua na articulação entre o Governo Federal e os municípios da região.

Entre as ações previstas no programa estão a capacitação técnica para gestores, o acesso a informações sobre riscos climáticos, orientação metodológica e apoio na elaboração dos Planos Municipais de Adaptação. Fábio Padilha Bolzan, superintendente de Mitigação e Adaptação Climática da Semadesc, destacou que a adaptação climática deve ser integrada ao planejamento territorial.

"Essa agenda impacta diretamente a segurança hídrica e alimentar, a infraestrutura urbana, a produção agropecuária e a proteção das populações mais vulneráveis aos riscos climáticos", afirmou Bolzan.

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